27/02/2010 - OFICINA DE TREINAMENTO AUDITIVO

Os atendimentos são realizados em grupo, pois esta prática auxilia o indivíduo a “construir e reconstruir ” Vigotsky (1998) com experiências alheias. Todos os indivíduos escolhidos para tal prática já realizam atendimento individual.

Vygotsky (1998) o grupo é o contexto onde se constrói e reconstrói, e são criados os significados. No grupo, é possível elaborar experiências, através de troca de informações, identificação, interpretação e transferência positiva.

A terapêutica é dividida em módulos, nas quais temos objetivos específicos e determinados com antecedência.

O foco principal, tendo em vista, que a oficina é oferecida a pacientes deficientes auditivos usuários de Implante Coclear, é o treinamento auditivo e estimulação, assim como estruturação do discurso oral (linguagem e fala), e com objetivo secundário, porém não menos importante, obtemos socialização.

Seguimos uma abordagem educacional terapêutica chamada, aurioral.

Crianças envolvidas em abordagens orais apresentam maiores ganhos de linguagem, desenvolvimento auditivo e inteligibilidade de fala do que aquelas envolvidas em programas de comunicação total. (GEERS; BRENNER, 2004, UZIEL, 2007)

O treinamento auditivo, ou seja trabalho específico das habilidades auditivas com estimulação de linguagem oral, são diretamente ligados.

O trabalho de habilitação auditiva é um processo facilitador do desenvolvimento da criança, no qual a construção da linguagem se fundamente na efetividade do sinal acústico, potencializado suficientemente para que esse processo ocorra.

( ESTRABOOKS ET AL 2001)

Ao final de cada atendimento, realizamos orientação familiar.

Os pais devem ser cuidadosamente orientados, para que sejam capazes de internalizar estratégias e saber aproveitar as situações do dia a dia, criando ambiente adequado para a estimulação auditiva e da linguagem oral. ( BEVILACQUA E FORMIGONI, 2005)

Antes da realização de cada atendimento, é preciso seguir alguns pré requisitos:

• Determinar a abordagem a ser seguida;

• Estabelecer e favorecer o ambiente acústico;

• Definir técnicas que utilizará (destaques acústicos- espera, questionamento, reformulação, fechamento auditivo, uso do sanduíche auditivo, pista da mão, traços suprasegmentares -canções,traços segmentares- frases, histórias, caderno de experiências, caderno dialogado...)

Esta prática terapêutica no Instituto da Audição teve início em janeiro de 2004, com o primeiro grupo, que eram crianças deficientes auditivas bilaterais, usuárias de Aparelhos de Amplificação Sonora Individual, este nosso segundo grupo, iniciou em Agosto de 2009, e são crianças deficientes auditivas bilaterais, usuárias de Implante Coclear.

Como o primeiro grupo já foi temática de TCC (trabalho de conclusão de curso da pós graduação em Educação Especial-UEM) sabemos que a efetividade ocorre na vida comunicativa e social destas crianças.

Fga. Joyce Duarte
CRFaPR 8488

INSTITUTO DA AUDIÇÃO
www.institutodaaudicao.com.br

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