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  • 04/10/2010

    Diagnóstico Precoce da Deficiência Auditiva

    O diagnóstico da perda auditiva deve ser feito o mais cedo possível, ainda no berçário ou até seis meses de idade, para prevenirmos alterações no processo de aquisição da linguagem e das habilidades cognitivas na criança. A família exerce papel importantíssimo, estando atenta à comunicação do bebê, pois a interação da criança com o meio e a aquisição de linguagem antecedem em muito o aparecimento da própria linguagem . Os dados de observação que ela fornece aos profissionais são determinantes para a contribuição no diagnóstico precoce da surdez.

     

    A avaliação das Emissões Otoacústicas Evocadas (Teste da Orelhinha) pode ser realizada no próprio berçário ou em clínica especializada logo após o nascimento. É uma avaliação de fácil aplicabilidade, por ser rápida, além de não invasiva.Quando detecta-se a surdez, o bebê deve ser encaminhado a uma avaliação audiológica completa para pesquisas mais detalhadas sobre o funcionamento da audição (  através de Potenciais Evocados Auditivos – Bera e de Respostas Reflexas á Ruídos mais Intensos) e para as providências imediatas no que se refere ao tratamento fonoaudiológico e a indicação de prótese auditiva, visando diminuir os possíveis riscos e desvios que possam surgir nos desenvolvimentos sociais, emocionais, educacionais e de saúde da criança . Além da amplificação melhorar os sinais de fala, melhora também sinais de perigo, de alerta, sons ambientais, contribuindo para a qualidade de vida da pessoa.

     

    Estima-se que 42* milhões de pessoas acima de 3 (três) anos de idade são portadoras de algum tipo de deficiência auditiva, de moderada a profunda e que aproximadamente 0,1%* das crianças nascem com deficiência auditiva severa e profunda, sendo que cerca de 90% destas crianças são filhos de pais ouvintes , que na maioria das vezes não apresentam fatores de risco para a surdez infantil  ( Prematuridade ,História Familiar de Deficiência Auditiva, Infecções Congênitas entre outras). Este tipo de deficiência auditiva é suficientemente severa para impedir a aquisição normal da linguagem através do sentido da audição. Mais de 4%* das crianças consideradas de alto risco são diagnosticadas como portadoras de deficiência auditiva de graus moderado a profundo.

     

    Na população brasileira estima-se que 1,5%*, ou seja, cerca de 2.250.000 habitantes são portadores de deficiência auditiva, estando esta em terceiro lugar entre todas as deficiências do país.

     

    Portanto, para todos os distúrbios auditivos,principalmente as perdas auditivas de Severa a Profunda, quanto mais cedo forem diagnosticadas, maiores serão as chances de habilitar o seu portador, por intermédio da seleção, indicação e adaptação adequadas, de aparelhos de amplificação sonora e do emprego de métodos de treinamento apropriados, que permitam o desenvolvimento pleno, de suas capacidades de comunicação.

     

    * ASHA - American Speech and Hearing Association

     

     Revista Brasileira de Otorrinolaringologia

     

     

     

    Ana Paula Maistro
    Fonoaudióloga formada pela UNOPAR- Universidade do Norte do Paraná
    Coordenadora do Cadi – Centro de Audiologia e Diagnóstico Integrado da Apae de Apucarana;
    Especialista em Audiologia Clínica pelo Cefac – Centro de Especialização em Audiologia Clínica

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